sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

“I read, you read” – Um modelo para novos autores

Eu leio, você lê
Coletiva – observatorioclubedeautores@gmail.com


Quando se escreve um livro, qual a primeira coisa que vem à cabeça? Vender milhares de exemplares pode ser uma delas. Torna-se um escritor conhecido, outra. Uma possível adaptação para o cinema, outra opção. E quando nada acontece?

Bem, se nada acontece talvez seja hora de um plano B. E o modelo “I read, you read” pode ser tal plano.

         É bem simples. Esqueça a venda de exemplares (pelo menos no começo) e preocupe-se com pessoas interessadas na leitura do seu livro. Você, autor, deve ser o responsável por divulgá-lo, pois não há outra forma para que seu trabalho seja conhecido. Uma forma de se trabalhar é publicando no Bookess (http://www.bookess.com/ ), onde é possível oferecer o e-book do seu livro gratuitamente, pura cortesia. O e-book é idêntico ao livro original, e o leitor pode comprar a versão impressa caso seu interesse pelo livro se mantenha. Ganha o leitor (por não gastar dinheiro com algo que não lerá) e ganha o autor (pois o leitor pode ler vários livros de uma mesma pessoa).

                Cortesia pode ser o primeiro passo para o sucesso.

Resumindo, o processo constitui o que se chama de shared reading (leitura compartilhada). É simples: você lê o livro de outra pessoa, e a outra lê o seu ou, talvez de uma forma que exige mais confiança, você compra o livro (em sua versão mais barata, e-book) de uma pessoa e ela compra o seu. Isso garante não apenas a venda de alguns livros, mas a construção de uma rede de confiança de leitura. Se o outro gostar do seu livro, comprará os próximos. Se não gostar, você perderá muito pouco, ou, no caso de trocas de cortesia, não perderá nada.

Em um mercado como o nosso, onde a auto-publicação não é um bom investimento (mas, no caso de novos autores, é o único meio possível), o número de tablets aumenta a cada dia e árvores não podem ser cortadas indiscriminadamente, vender e-books por baixos preços ou dá-los de presente é uma forma de auto-divulgação – que é algo indispensável para se vender livros.

Melhor ter vinte leitores que nada pagaram, mas gostaram do seu livro, do que nenhum. E, lembre-se, pior do que desistir no meio de uma caminhada é nem ter começado a caminhar.

Sempre à disposição,


Observatório Clube de Autores

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