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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Feliz Dia das Bruxas!!!



Em comemoração ao Dia das Bruxas Léo Silva lança o livro Passos na escuridão . Neste livro o passado de Eddie T. Cash (prisioneiro de Sob o céu de outono) é completamente revelado, mostrando o que o levou a se tornar um homem perigoso e disposto a tudo para prejudicar os outros. Com passagens bem construídas, o autor mantém o romance num ritmo irresistível:
"Eddie acordava do coma que tivera logo após os primeiros exames médicos, e acreditou ver coisas. Primeiro, árvores, como se ainda estivesse naquela maldita floresta, sendo caçado por bestas selvagens em formas humanas. Ele quase podia sentir os galhos atingindo seu rosto, ferindo-lhe a face, à medida em que tentava escapar. Depois uma campina, com grama baixa e a luz do sol. Então, ele. O garoto cinzento. Ele parecia ainda mais cinza sob a luz do dia. O garoto estava parado, e mantinha o dedo indicador erguido na frente dos lábios cerrados, como aquelas fotos de enfermeiras que aparecem nos corredores de praticamente todos os hospitais. Eddie não entendeu de imediato o que se passava ali. Para ele era apenas um menino, e o fato de ele ser cinza deveria ser coisa da sua cabeça.
         Um menino cinza pedia que ele ficasse em silêncio. Como um fantasma em seu quarto."
*** 
"Qualquer coisa que dissesse seria apenas uma parte de tudo o que sentia, de tudo o que gostaria de dizer. Seria a parte menos verdadeira e menos cruel de todas, pois o que ele realmente sentira naquela floresta, tanto quando era caçado por pessoas insanas quanto no momento em que seu corpo fora por elas violado, isso não poderia ser dito. Jamais. Só Eddie sabia o que se passava dentro dele. Era como se houvesse uma bomba-relógio dentro de seu peito, num tique-taque constante e doentio, e de uma hora para outra ele fosse explodir. Sentia que o tempo estava acabando, e não havia muito o que fazer para mudar isso."

Leia "Passos na escuridão". 

Observatório Clube de Autores,

Sempre à disposição.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Clube de Autores com cara nova

por Léo Silva - leo_silva180@hotmail.com

Repararam como o Clube de Autores mudou de layout? O site está mais bonito, organizado e com um visual mais moderno. Também estava na hora, não é? Depois de ver as mudanças até deu vontade de escrever algo novo, ou renovar os livros antigos... E foi exatamente o que fiz. Livros revisados, com capas novas e edição 2013. 


Inspirador, não?

Espero que as mudanças impulsionem as vendas também...

Observatório Clube de Autores

sábado, 5 de outubro de 2013

"Passos na Escuridão" - Um retorno ao passado do vilão Eddie
por Cristiane Salles - cristianesallesesilva@gmail.com


Em seu novo livro, a ser lançado dia 31 de outubro de 2013, somente em e-book, L. S. Hoffman fala de um tema recorrente da literatura - a vingança - utilizando-se, para isso, do personagem Eddie. T. Cash, do livro "A última estação" e revelando seu passado obscuro

Booktrailer de Passos na Escuridão:

http://www.youtube.com/watch?v=6d2HkfrB4oM


Observatório - De onde veio a ideia de escrever Passos na Escuridão?
Hoffman - Olá leitores do blog, olá amigos escritores. A ideia de Passos na Escuridão é antiga, tão antiga quanto meu primeiro romance de terror lido - O iluminado, de Stephen King. Fiquei simplesmente encantado com a forma como o mestre do terror me assustava. Não que eu queira ou possa me comparar à ele, mas de certa forma a ideia surgiu aí. 

Observatório - É um romance de terror?
Hoffman - Está mais para suspense, mistério. 

Observatório - Poderia resumir o livro para que tenhamos uma ideia do que nos espera?
Hoffman - Claro. Eddie T. Cash retorna à pequena cidade de Watkins Glen em busca de vingança. Atormentado por lembranças do passado e guiado por um ser conhecido com Homem de Cinza, ele pretende destruir as vidas de todos aqueles que o fizeram sofrer no passado. O livro narra esse momento da vida de Eddie. 


Observatório - Esse livro foi inspirado pela obra de Stephen King. Como é sua relação com a literatura americana?
Hoffman - Sou um grande fã do mestre do terror e do suspense, e isso me motivou a escrever Passos na Escuridão. Adoro a literatura americana, e é por isso que meus livros sempre se passam nos Estados Unidos. Sei que é uma espécie de erro escrever sobre um lugar que, a princípio, não conheço. Mas descobri que, independente de qual fosse o cenário das minhas histórias, ele seria por mim desconhecido, pois moro no interior do Estado. Assim, dos males o menor.

Observatório - Por que resolveu mudar seu gênero de escrita?
Hoffman - Na verdade não houve mudança, apenas experimentei um estilo diferente do qual estou acostumado a escrever - o qual me rendeu boas críticas, inclusive. Aprendi a escrever sobre pessoas, sobre a vida e a morte, e as coisas que acontecem depois que se nasce e antes que se morra. É um livro que fala sobre como as famílias enfrentam as dificuldades da vida.

Observatório - Por que utilizar um personagem de outro livro?
Hoffman - Porque sempre quis saber o que levou Eddie à prisão e a ser uma pessoa tão ruim. Ninguém nasce assim - as pessoas ficam assim. No caso de Eddie foi um trauma de infância, que o levou a conhecer uma entidade maligna e controladora - O Homem de Cinza, um ser que ninguém sabe de onde veio, nem exatamente o que deseja. 

Observatório - Você acredita no mal?
Hoffman - Mais ou menos. Acredito que as pessoas podem fazer o mal ou o bem, e que tudo possui dois lados. Até para a ação existe uma reação, não é verdade? Para o bem, logicamente, existe o mal em igual proporção. Trata-se de equilíbrio.

Observatório - Sua mensagem final.
Hoffman - Agradeço à concessão de espaço e desejo a todos boas leituras e até uma próxima vez.

Observatório Clube de Autores,

Sempre à disposição.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

4o Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea

por Leo Silva - leo_silva180@hotmail.com


Está aberta a 4a Edição do Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea. É uma bela oportunidade de mostrar seu trabalho, jovem escritor. O que está esperando? Vamos lá, inscreva seu livro, divulgue para os conhecidos e boa sorte!!!


Sempre à disposição - Observatório Clube de Autores

terça-feira, 16 de julho de 2013

Temas, transas e caretas - Definindo temas clichês e fugindo deles

Tópicos em escrita criativa
por Cristiane Salles - cristianesallesesilva@gmail.com

Ser mãe, mulher, dona-de-casa, profissional liberal, escritora e blogueira... Parece difícil? É porque é difícil. Imagine juntar tudo isso ao sonho de encontrar um príncipe encantado, ter um filho nerd e uma mãe do tipo moderninha-maluca, um ex-marido que não para de atormentá-la e por aí vai... Eu praticamente juntei todos os maiores clichês dos livros contemporâneos num único parágrafo. Clichês devem ser evitados? Ou bem utilizados? Acho que ambas as coisas. Afinal, escrever é criar algo novo a partir de uma coisa que, aparentemente, não tinha nada de novo a oferecer.

Acredito, na superficialidade de meu saber, que clichês devam ser evitados se forem, pura e unicamente, constituídos por elementos que remetam ao próprio clichê. A partir do momento em que eu, enquanto escritora, consigo inserir novos elementos no meu texto, conduzindo o leitor de forma a não entediá-lo, ao mesmo tempo em que me mantenho fiel ao que propus, acredito que seja possível usar - e usar bem - um bom clichê. Vejam bem, é praticamente impossível escrever algo completamente original e esperar que as pessoas engulam com facilidade. Falar da Segunda Guerra Mundial se tornou um clichê, mas em A menina que roubava livros Marcos Suzak faz isso de forma completamente inovadora e envolvente. Comédias românticas são clássicos dos clichês, não é verdade? Então por que vendem tanto? Por que é o que as pessoas querem ler, querem saber o final do livro a partir do gênero que escolheram. Sem falar dos novos livros infanto-juvenis a partir de Harry Potter, que agora obrigatoriamente devem ser protagonizados por trios de jovens de no máximo quinze anos com problemas familiares, distúrbios que os afastam dos outros garotos e garotas da mesma idade, mas que no final descobrem serem os escolhidos para salvar o mundo do mal eminente. A indústria literária mercantil exige clichês bem usados, que são os que as pessoas querem ler - ou infelizmente se acostumaram a ler.
Graças a Deus que eu não sirvo a essa indústria inescrupulosa, você poderia me dizer. Concordo e dou todo o apoio a você, mas deixe-me explicar melhor: o oposto também vende (os livros que ganham concursos literários no nosso país geralmente são muito diferentes do que descrevi lá em cima, e os que vendem mais raramente ganham esses concursos), e tudo depende do que você deseja para si mesmo. Eu desejo vender muito, ganhar muito dinheiro e ter novas inspirações numa praia do Caribe, com um coquetel numa das mãos e um belo par de óculos de sol de mil dólares sobre meus olhos (outro clichê). Mas esse assunto fica para um próximo post - SOBRE O QUE ESCREVER?
Quando nosso leitor pega uma comédia romântica para ler ele deseja que o casal fique junto no final (se um dos dois morrer vai se tornar drama); quando um adolescente lê um livro de aventura ele deseja que o protagonista tenha amigos tão problemáticos como ele; quando alguém lê o Cinquenta tons de cinza, de E. L. James, bem, eu não sei o que essa pessoa quer, só sei que tem vários livros por aí copiando ele, assim como aconteceu logo após o megassucesso de Stepnenie Meyer, a tão detestada quanto amada série Crepúsculo - depois dele parece que todo livro para garotas adolescentes precisa de um triângulo amoroso sobrenatural (e toda mocinha tem de ser meio retardada). É o mal dos nossos jovens leitores contemporâneos.
Realmente alguns clichês devem ser evitados. Tenho de dar o braço a torcer.

Até a próxima,


Cristiane Salles em especial de férias para o Observatório Clube de Autores

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Concursos literários 2013


por Leo Silva - leo_silva180@hotmail.com

Escrevemos, escrevemos, escrevemos... Depois ficamos reclamando que não somos reconhecidos, que não conseguimos deslanchar na carreira de escritor, enfim, que nada acontece. Hoje, segunda-feira, é dia de dar um passo na direção do sucesso, afinal, como ser descoberto sem fazer um pouco de barulho? Por isso o Observatório Clube de Autores selecionou algumas oportunidade para jovens escritores. Vamos lá, dê uma chance a si mesmo e participe dos concursos!

Prêmio Paraná de Literatura - Até 31 de julho de 2013 - Obras inéditas
Romance, Poesia e Conto - R$ 40.000,00 para cada categoria
Link: http://www.bpp.pr.gov.br/arquivos/File/EDITALPREMIO2013.pdf

Prêmio Literário Livraria Asabeça 2013 - Até 31 de agosto de 2013 - Obras inéditas
Poesia - Livros impressos e participação nas vendas
Link: http://www.concursosliterarios.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=434&friurl=:-12o-Premio-Literario-Livraria-Asabeca-2013-:

Prêmio Literário Cidade Poesia 2013 - Até 31 de julho, por e-mail - Obra inédita
Poesia - R$2.000,00 ; R$1.000,00 e R$500,00
Link: http://www.concursosliterarios.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=442&friurl=:-III-Premio-Literario-Cidade-Poesia-2013-:

Prêmio São Paulo de Literatura - Até 29 de julho de 2013 - Obras inéditas ou não
Romance - R$ 200.000,00 ; R$100.000,00 e R$100.000,00.
Link: http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.71b090bd301a70e06d006810ca60c1a0/?vgnextoid=9daf3063b740b110VgnVCM100000ac061c0aRCRD&idNoticia=b8f8cee3c651f310VgnVCM1000008936c80a____#.UePamdK1GSo

7 Prêmio UFF de Literatura - Até 2 de julho de 2013 - Obra inédita
Conto, crônica e poesia - Notebook

 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Observatório Entrevista

Lucyana Mutarelli, autora de "Poder Invisível", conversa com o Observatório e conta o que pensa da literatura brasileira e do mercado editorial

por Leandro de Oliveira Silva - leo_silva180@hotmail.com


Numa entrevista por e-mail, a autora Lucyana Mutarelli (Poder Invisível , O Enigma de uma Casa e O Despertar da Felicidade ) nos conta um pouco de sua vida de escritora e fala sobre seu último livro lançado pelo Clube de Autores, e que pode ser adquirido clicando no link. O Clube de Autores recomenda todos os livros de Lucyana, que revelou ser dotada de uma escrita cheia de magia e de energias positivas. Confira a entrevista.




1 - Observatório: Lucyana, definir a si mesmo pode ser um bom começo para se entender um pouco do "eu escritor". Diga-me: quem é Lucyana Mutarelli?


Sou uma pessoa extremamente observadora, reflexiva e filosófica. Uma questionadora por natureza. Gosto de pensar e analisar sobre tudo o que me cerca. Admiro a arte, a música, a escrita, a originalidade e a autonomia. Tenho muita criatividade e senso crítico, por isso, acabo me desviando de tudo o que é demasiadamente tradicional. Só sigo o que acredito ser verdadeiramente bom. 

2 - Observatório: Uma vez perguntaram ao Stephen King como ele escrevia, e ele respondeu: "Uma palavra de cada vez." Agora queremos saber: como você escreve, Lucyana?


Para escrever, utilizo tanto o meio externo quanto o interno. O externo é tudo o que está a minha volta como vivências, livros, textos, situações, aprendizados... E o interno representa meus pensamentos, reflexões, intuições, sentimentos, sonhos, visão de mundo... E assim, surgem meus livros.

3 - Observatório: Conte-nos de onde veio a inspiração para seu livro "Poder Invisível", atualmente disponível no Clube de Autores? Por que você quis contar essa história?


“Poder Invisível” surgiu inspirado em observações da vida e em dois livros: “O Poder do Subconsciente” do Dr. Joseph Murphy e “O Segredo” de Rhonda Byrne. Essas duas obras falam sobre o poder da mente que é capaz de atrair para nós o que queremos. A nossa cabeça funciona como um imã que puxa para nós situações relacionadas com o que pensamos, sentimos ou falamos. Por isso, devemos procurar sempre ter bons pensamentos e sentimentos. Sei que pode até parecer balela. Mas através de algumas experiências, pude perceber a funcionalidade disso tudo. Quem nunca pensou em uma música, ligou o rádio e ela estava tocando? Quem nunca pensou em uma determinada pessoa e, de repente, ela telefona ou a encontramos na rua? E quando pensamos num assunto, ligamos a TV e damos de cara com uma discussão a respeito? Isso é muito interessante!

4 - Observatório: Lucyana, como você enxerga a literatura brasileira hoje? E o mercado editorial?


A literatura brasileira, hoje em dia, é bem eclética. Tem para todos os gostos, todos os bolsos e, até mesmo, livros gratuitos para serem baixados. É possível ler até utilizando um celular. O que falta mesmo é o hábito da leitura fazer parte da vida dos brasileiros. Muita gente não lê. Ou por falta de tempo ou por considerar uma atividade enfadonha, o que não é verdade. Se uma pessoa considera a leitura desagradável, é porque não encontrou o livro certo para ela.

Quanto ao mercado editorial, acredito que a grande tendência é a autopublicação. Depender de uma editora para publicar um livro, é complicado. Muitas empresas cobram uma fortuna para o autor publicar sua própria obra. E outras não cobram, mas também não publicam (risos). Alegam que o original não está de acordo com o perfil editorial deles. Mesmo que o livro seja excelente.Outra vantagem da autopublicação é que nela não ocorre o desperdício (encalhe de livros). Somente são impressos os exemplares vendidos.

5 - Observatório: Quem é seu autor favorito? Sugere algum título aos nossos leitores?


Além de Rhonda Byrne, autora de “O Segredo” e Dr. Joseph Murph, autor de “O Poder do Subconsciente”, sugiro “A Cabana” de William P. Young e “Entre Anjos” de L.S. Hoffman. É uma história simplesmente surpreendente.

6 - Observatório: Que tipo de história atrai você para leitura? E para escrita? 


Tanto para a leitura como para a escrita, existem duas características que, a meu ver, são muito importantes para uma história. Uma delas é que proporcione entretenimento, ou seja, que prenda a atenção e que faça com que o leitor se envolva com a obra. A outra é que transmita algo de útil para a vida de quem está lendo. Se um livro proporciona entretenimento, ele é um livro bom. Se um livro transmite algo de útil para a vida do leitor, também é bom. Agora, se a obra tiver essas duas características juntas, então considero-a excelente!


7 - Observatório: Considerações finais da entrevistada:


Fiquei muito feliz pelo convite e gostei muito de participar da entrevista. Foi um prazer. Entrevistar autores é uma excelente iniciativa. Ajuda os leitores a entender um pouco mais sobre quem está por trás das obras que eles leem. Parabéns ao Observatório Clube de Autores! Sempre que precisarem, estarei a disposição.

Agradecemos imensamente à nossa querida entrevistada, Lucyana Mutarelli e aos nossos leitores e colaboradores. O Observatório Clube de Autores é um espaço gratuito de divulgação dos trabalhos dos novos escritores brasileiros. 

Sempre à disposição para críticas, elogios e sugestões,

Atenciosamente,

Leandro de Oliveira Silva

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